Primeiras impressões foram positivas; caso parecer técnico e votação do Conselho Deliberativo sejam favoráveis à compra, nova unidade de lazer da AFPESP pode estar localizada a um quarteirão da praia na Baixada Santista
Por Andréa Ascenção
A convite do presidente da AFPESP, Artur Marques, na última sexta-feira (27), conselheiros da entidade viajaram até a região metropolitana da Baixada Santista para conhecer a antiga Colônia de Férias da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo (ASSPM).
“Tendo em vista a demanda hoteleira que há na nossa associação, a visita foi muito oportuna. Em tese é uma oferta interessante. Toda ampliação é bem-vinda e toda incorporação ao patrimônio também. Agora precisa ter critério, estudar, ponderar o que vai ser gasto na reforma, se vale a pena. Após estudos teremos a conclusão”, disse o conselheiro Ruy Galvão Costa.
Localizado na Avenida São Paulo, 2146, Centro, Mongaguá, a construção pertence a um banco que enviou uma proposta comercial à Diretoria Executiva da AFPESP.
Vista aérea do imóvel. Foto: Carlos Marques
A área do terreno ocupa 5 mil m², sendo 15.287 m² de área construída. Foto: Carlos Marques
O vice-presidente do Conselho Deliberativo, Edson Toshio Kubo, teve uma “ótima impressão” do imóvel: “Temos que fazer uma reforma aqui outra ali, vai ser um pouco dispendiosa, lógico. Mas pelo preço que estipularam, a localização e a área construída seria uma ótima aquisição para a AFPESP. E os nossos associados querem muito opções na praia, então atenderia uma demanda reprimida.”
Instalações do imóvel
A área do terreno ocupa 5 mil m², sendo 15.287 m² de área construída. Na torre um do imóvel há três andares de estacionamento, com 230 vagas de garagem coberta; duas piscinas (uma para adultos e outra infantil); quadra esportiva; bar; oito banheiros, sendo quatro PcDs); elevador; sala de estar; salão de jogos; restaurante; auditório principal; brinquedoteca e sala para TV e cinema.
Com 10 andares, a torre dois possui 180 apartamentos simples e 10 duplos. Já a torre três conta com 29 apartamentos simples distribuídos por três andares. Ao todo, a antiga colônia de férias da ASSPM possui 219 apartamentos.
Assista abaixo um tour virtual pelo imóvel:
“O lugar é lindo. Estamos quase em frente ao mar. Então, temos um lugar privilegiado. A piscina na cobertura é tudo de bom. Tá certo que tem algumas coisas para arrumar. Os apartamentos podem ser pequenos, mas ninguém vem para a praia para dormir. O tamanho não quer dizer muita coisa. O fato de nós termos uma garagem para cada apartamento é excepcional. Em nenhum outro lugar temos isso. Pela construção e preço, nós tínhamos que fechar esse negócio ontem”, opinou a coordenadora Social, Elvira Stippe Bastos.
A conselheira vitalícia Fátima Aparecida Carneiro concordou: “100% é pouco para falar da [possível] futura unidade de lazer praiana da AFPESP. Ótima localização e estrutura, embora tenha a necessidade de reforma nos lavatórios e instalação de ar-condicionado. Parabéns para a Diretoria Executiva, que teve todo o empenho de nos trazer aqui pra visitar.”
Quem também corroborou as observações foi a conselheira Silvana Tognini: “O imóvel é gigantesco, a estrutura me parece muito sólida, a localização é excelente, beneficia a locomoção e aquisição de produtos. Pelo que a gente percebe em manifestações nas redes sociais, a preferência de hospedagem é em unidades localizadas no litoral e há uma necessidade de ampliação de oferta dos apartamentos para os associados. Acredito que seja uma excelente escolha tendo em vista o custo-benefício, com a ressalva de que há a necessidade de adequação para manter o padrão AFPESP que é de excelência.”
“Eu sou neta de construtor, então, tenho um olhar especial para isso”, contextualizou a conselheira Vera Lúcia Pinheiro Morgado. Ela apontou os principais pontos positivos e negativos do imóvel: “É uma construção sólida, está muitíssimo bem-conservada. Precisa de alguns reparos – acredito que uma revisão das partes hidráulica e elétrica, que são questões de segurança –, mas de maneira geral fiquei impressionada, inclusive com a qualidade do material empregado, tanto azulejos quanto o piso em granito, mesmo nas áreas de serviços e de acesso para as escadas. Tem salões imensos, que são maravilhosos, uma construção com pé direito muito alto. As escadas são bem planejadas, não são cansativas. E tem mais vagas de estacionamento do que apartamentos.”
O vice-presidente do Conselho Fiscal, William Marinho Faria, trouxe o ponto de vista de, como ele mesmo diz, um “leigo”.
“Não tenho nenhuma experiência em engenharia, arquitetura, mas fiquei bastante entusiasmado com o prédio. Está bem conservado. Acho que vale a pena porque no fundo tem quase tudo que se espera para uma unidade de lazer”, contou Faria à Folha do Servidor.
O conselheiro vitalício Mucio Rodrigues Torres elencou prós e contras: “Em princípio, achei que é uma boa construção; estrutura sólida; número de apartamentos e garagens com vagas suficientes. Esses são os pontos positivos. Vamos ter que gastar uma quantia razoável, claro, nas reformas e fazer algumas adaptações para os padrões da AFPESP. De minha parte eu aprovo a pretensão do presidente.”
Para Dalmar Cassapula, conselheiro fiscal, a aquisição do imóvel dependerá do custo da reforma necessária para transformar a antiga colônia em uma unidade de lazer da AFPESP. Ele explica:
“Porque a parte hidráulica tem que ser revista; falta ar-condicionado. A gente só teria uma posição depois que o nosso engenheiro e a sua equipe fizerem uma avaliação. Agora, eu acho que há uma possibilidade boa e acredito que os associados irão gostar. Apesar de Itanhaém e Peruíbe estarem perto, praia sempre tem uma demanda maior que outros locais. Gostei muito da localização e da estrutura do prédio. Aparentemente, seria um bom negócio para a associação.”
Também visitaram o imóvel os membros da Diretoria Executiva (o presidente, Artur Marques; a 2ª vice-presidente, Rosy Maria de Oliveira; a diretora econômico-financeira, Lizabete Machado Ballesteros, e o 1º tesoureiro, Adherbal Silva Pompeo), os coordenadores (da Chefia de Gabinete, Aclibes Burgarelli; de Patrimônio, Antonio Bento de Melo; das Unidades de Lazer, Antonio Arnosti, e de Assistência à Saúde, Alvaro Rodrigues Bueno Fernandes) e conselheiros: Ana Paula Carlos Simões Guerra, Carmen Silvia Pedroni Benatti, Isabel Cristina de Oliveira Rosso, Leda Regina Machado de Lima, Luciana Corrêa, Tânia Regina Gonsales Jannuzzi, José Luiz Rocha, Maria Regina Freire Martins e Conceição Maria de O. Padilha.
Membros da Diretoria Executiva e dos Conselhos Deliberativo e Fiscal da AFPESP visitam antiga Colônia de Férias da ASSPM. Foto: Carlos Marques
Na ocasião, o engenheiro civil e supervisor de Obras da AFPESP, Eli Roberto de Oliveira, iniciou a avaliação técnica do atual estado do imóvel, que servirá de base para o levantamento de custos para adequação ao padrão de qualidade das unidades de lazer da AFPESP. Posteriormente, os órgãos diretivos da AFPESP avaliarão a possibilidade de compra do imóvel.