Por Lucas Silva Barros
No dia 13 de fevereiro, comemoramos o Dia Internacional do Preservativo. A data foi lançada em 2008 pela AIDS Healthcare Foundation, uma organização global sem fins lucrativos. Atualmente, é a maior provedora de cuidados médicos para HIV* no mundo.
A criação da data teve o objetivo de difundir o uso do preservativo como estratégia preventiva de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), bem como da gravidez indesejada.
O preservativo é uma das formas mais eficazes de proteção durante as relações sexuais, não apenas atuando como uma barreira física contra a transmissão de agentes patogênicos, como HIV e bactérias causadoras da sífilis e da gonorreia, mas também funcionando como um método anticoncepcional. O uso correto e consistente do preservativo é fundamental para proteger tanto a saúde individual quanto a coletiva.
O estigma e o preconceito em relação ao uso de preservativos são desafios significativos que impactam a saúde pública e a educação sexual. Muitas vezes, esses problemas estão enraizados em normas culturais, crenças religiosas e tabus sociais que cercam a sexualidade.
Em muitas culturas, discutir sexo abertamente é considerado tabu, o que cria um ambiente de vergonha. Isso pode levar as pessoas a evitarem o uso de preservativos, pois temem ser julgadas ou estigmatizadas por suas escolhas sexuais.
O uso de preservativos é às vezes associado a comportamentos considerados promíscuos ou irresponsáveis. Isso cria um estigma que desencoraja o uso. Muitas pessoas podem sentir que, ao usar preservativos, estão admitindo que têm múltiplos parceiros ou que estão em uma situação de risco.
O preconceito contra o uso de preservativos pode resultar em altos índices de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e gravidez indesejada. Quando o uso de preservativos é estigmatizado, mais pessoas podem optar por não utilizá-los, colocando a própria saúde e a de seus parceiros em risco.
Promover um ambiente onde o uso de preservativos é aceito e incentivado pode levar a uma maior adesão e, consequentemente, a uma redução nas taxas de DSTs e gravidez indesejada. A aceitação do uso de preservativos deve ser uma parte normal da conversa sobre saúde sexual.
Logo, o estigma e o preconceito em relação ao uso de preservativos são desafios que precisam ser enfrentados por meio da educação, da conversa aberta e do apoio comunitário. Ao derrubar esses obstáculos, podemos promover uma sexualidade mais segura e responsável para todos.
*HIV (vírus da imunodeficiência humana) é um vírus que afeta o sistema imunológico, responsável por proteger o corpo contra doenças.

Lucas Silva Barros é médico urologista e atende no Ambulatório Médico da AFPESP.




